Destino

"Compreender a vida é entender a própria alma"

Brincadeira

tempo, um outro nome
nome, um mesmo lugar
lugar de círculo incerto
certo é teimar em andar



"Escrever é uma forma de a voz sobreviver à pessoa."
(Margaret Atwood)

Intratextual

Desculpa, eu cheguei atrasada.
Nunca ninguém te disse? Eu tenho esse defeito e muitos outros também. Inumerável...
Desculpa, esse lugar estava ocupado? Não, sempre disponível!
Nunca ninguém me disse! Tu tens alguns defeitos? Besteira, os outros também. Interminável...
Desculpa, que número é esse?! Não saberá se não tentar.
Ninguém nunca já arriscou mas nós temos coragem de sobra também.
Incomparável...
Desculpa mas, olhar o mundo refletido na retina azul assusta também.
Incontrolável...

Inabitual, Inventivo, Inacreditável, Intencional, Intransferível, INTEIRO

Momentum

Um só momento pode por-te longe do que você mais deseja bem como pode tornar realidade tudo aquilo que você mais sonha.

Tudo o que eu queria era uma colcha de estrelinha

Quente

Aleluia! Depois de passar longos dias sem praticamente ver a luz do dia, trancafiada em sala de ar-condicionado, sendo analisada pelo indicativo do crachá, olhando slides, conferindo informações, anotando informações, questionando posicionamentos de que é preciso ser super-herói, estava me sentindo intoxicada da pele ou pensamento! Eis que surge o domingo salvador e calorento para me enfiar em vestido, havaiana e biquini... sim!!! biquini!!!!.
Me lambuzei de protetor solar, levei a música, o livro, o óculos escuro e passei o dia entre arrepios de água fria nas costas e calor do sol. No fim do dia eu ria à toa... sol na cabeça sempre me deixa mais abobada.


É preciso reformular a pergunta para se obter a resposta.

Tentativa

Por mais que você olhe o céu e as estrelas que brilham, você não me encontrará lá. Os cheiros que cruzam por você na rua movimentada, não serão capazes de te fazer sentir o meu perfume. Por mais que você leia seus livros, não achará minhas palavras expressas e impressas neles. Não importam as vozes que você ouça durante o dia, você sabe que elas não são a minha. Todas as novas texturas que tuas mãos toquem, não terão importância porque minha pele continuará intocada. Por mais que você repare nas cores, nas formas, nos números, no mundo, nada do que está ao seu redor é igual ao meu redor. Os sorrisos da revista, caquinhos coloridos que trilham o caminho, olhos entre olhos, novidades, amontoado de sensações estão disponíveis a toda hora em qualquer lugar, mas SÓ você sabe que as horas em que tanto pensa em mim, são as mesmas em que eu estou ao seu alcance.
Ao alcance das estrelas, das palavras, dos sentidos.



O que pode ser feito do seu tempo é apenas uma questão de estabelecer as prioridades.

ColoredColored!

Poucas foram as vezes que eu tive vontade de parar o tempo, mas quando isso realmente aconteceu foi quando eu me senti viva! De um vermelho vívido, cartâmico, feito baton. De um vermelho sangüíneo, forte, intenso, pulsante, obsceno, imponente, feito tango. De um vermelho rubro, que move, que implora, que grita, que exorciza, que rasga, feito unha. De um vermelho carmim, da cor da dor, da cor do amor, feito flor.


"If you twist and turn away.
If you tear yourself in two again.
If I could, yes I would
If I could, I would let it go.
Surrender, dislocate.

If I could throw this lifeless life-line to the wind.
Leave this heart of clay, see you walk, walk away
Into the night, and through the rain
Into the half light and through the flame.

If I could, through myself, set your spirit free
I'd lead your heart away, see you break, break away
Into the light and to the day.
To let it go and so to fade away.
To let it go and so fade away."
U2-Bad



Vermelho da cor da coragem capaz de tingir tudo ao redor.

Estação das perdas

*19/12/2005 +10/09/2007

Arrisque-se a olhar ao redor... Nada é mais como antes, não há mais estórias, não há mais passado, não há uma parte tão grande de mim, nem eu sabia o quanto era grande. Excluí o meu blog antigo por engano. Nada pode ser recuperado. Eu perdi a conta das tantas vezes que eu ficava olhando o meu passado...Tinha orgulho de tanta coisa, queria riscar outras... me perco de mim novamente. Me perco de mim constantemente... Pode dizer-me o que quiser, não me importo. Se por acaso interrogar-se se eu continuarei, a mim não resta dúvida.

Mais uma perda! Uma coleção delas, com meu nome e
sobrenome...

Pedido nº 5689

Já sabe o que eu quero né?
Eu sei que está difícil encontrar o que me sirva por inteiro mas.. tenta mais uma vez, sim?! Enquanto isso eu fico aqui achando que logo logo serei atendida mas olha, ... eu não aceito nada menos do que o que me faça feliz.

Enquanto isso, vou tentar ver o mundo do mesmo ângulo que o seu, de ponta-cabeça....

Em conjunto

Desde pequenininho, gostava de ficar no quintal da casa olhando para o céu, tentando encontrar alguma constelação... Foi crescendo e continuando a gostar de ficar lá, no quintal, olhando para cima.
Ficava sentado no teto da casinha da cachorra... olhando para o céu, perdendo o senso da distância, mergulhando longe, viajando, pensando, filosofando, se sentindo parte daquilo tudo. Parte daquele passado que a gente vê no céu...

Sempre fazia isso, ele achava que aprenderia a "pensar" olhando as estrelas, questionava as coisas, sozinho, na casinha da cachorra. Sozinho? Ele, a cachorra, o céu, as Três Marias, o Cruzeiro do Sul, Vênus...

Todos tentando entender o quão perfeito era tudo aquilo, tentando entender porque estavam ali, no meio de algo infinito, tentando encontrar algum disco voador....

Que loucura gostosa de se sentir!

O tempo passou e ele perdeu muito disso tudo.... Onde estaria ele agora? O céu não é mais o mesmo, nunca foi... Quando ele olha para cima, um pedacinho de seu passado brilha em cada estrela que ele ainda consegue ver... Inspira, expira, suspira e aspira poder voltar a ver o menino que deixou pra traz na velha casa de quintal...

Deletado

Você viu que dia é hoje? ...

O que sobrou de você em mim, é nada. Nada além, enfim.

(27/05/2007)

Tin, o que?

Professor, o que é tinqüina? Perguntou a menina do espaço.
Humm, tinqüina minha linda pequena menina do espaço é... é... ahhh...
O professor fazia caretas estranhas enquanto a menina olhava-o sem entender nada desses palavreados que não constam dos dicionários. Enquanto o professor se encontrava, a menina de raciocínio desenfreado cogitou pensar que tinqüina deveria ser um nome popular para os 13 pontos da loteria, ou palavrão disfarçado ou então seria um outro veneno da familia da "estriquinina"... E nesse vai e vem de pensamentos a menina se lembrou de uma musica velha que ouvia o pai cantar sobre um tal olhar de um certo alguém que matava mais do que carabina, que peixeira de baiano, atropelamento de artomóver e bala de revórver. Nessa cantoria ela se perdeu do professor e de suas explicações lógicas cheias de causa e efeito........

Onde?

Acordou sem o despertador tocar. 10:00h. Pão, leite, nescau. O corpo doía. Das brincadeiras com o gato arqueou os lábios em sorrisos bobos. Perambulou pela casa, sentou no sofá, deitou. Tv com controle, nada. Cama. Som. Sono. Consciência. Na mesa da cozinha, papéis, canetas, xerox, livros, tarefas. Tudo automático. Deu por encerrado o expediente, largou os papéis e as canetas destampadas. Olhou no espelho, lápis preto ainda contornava os olhos como sombra. Resquíceos de si. No almoço tudo insosso, engoliu a comida, ruminava os pensamentos. Sofá. Tv com controle, 2, 19, 22, 24, 33, 36, 44, 52, 2, 19, 22, ... incessantemente. Banho com vontade de indigestão. Nenhuma lágrima, nenhum nada pelo ralo abaixo. Reinou com o gato novamente. Pôde ouvir suas penas, suas pulgas. Trocam olhares cúmplices mas nada em comum com seus próprios pesares. Organizou a semana sem ordem, fez estritamente o necessário. Jogou conversa fora com estranhos sem nunca falar consigo. Acendeu vela, rezou, deitou sem memória. Era segunda-feira quando o despertador tocou. 6:15h. Onde o domingo se meteu?

Não pergunte por quê...

É finissíma a linha que separa a intenção das pessoas em te iludir da sua própria capacidade de se iludir.

Busca

Por que é tão difícil achar as palavras certas?...


Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida.
Clarice Lispector